IRPF 2026: Guia Definitivo para Declarar seus Imóveis sem Erros
Imomó Intelligence
Equipe de Data Science
Hoje é dia 19 de março de 2026. Se você é proprietário de um imóvel ou realizou alguma transação no último ano, a "leão" da Receita Federal já está no seu radar.
Declarar imóveis costuma ser uma das maiores fontes de dúvidas (e erros) no IRPF. O maior erro? Achar que o valor do imóvel deve ser atualizado pelo preço de mercado. Spoiler: não deve. No Brasil, o custo de aquisição permanece estático, a menos que você tenha feito reformas ou pago juros de financiamento.
O que muda no IRPF 2026?
Embora as regras base de "Bens e Direitos" permaneçam consistentes, a fiscalização da Receita Federal está cada vez mais digital e integrada. Dados de cartórios e prefeituras (DOI - Declaração de Operações Imobiliárias) são cruzados em tempo real com o que você informa.
1. Compra de Imóvel em 2025
Se você comprou um imóvel no ano passado, ele deve aparecer pela primeira vez na sua ficha de Bens e Direitos.
- Campo Discriminação: Detalhe de quem comprou (CPF/CNPJ), se foi à vista ou financiado, e a data da escritura.
- Coluna 31/12/2025: Informe o valor efetivamente pago até essa data (incluindo ITBI e taxas de corretagem, se pagas por você).
2. Venda e Ganho de Capital
Vendeu seu imóvel por um valor maior que o de compra? Você precisa ter preenchido o GCAP (Programa de Apuração de Ganhos de Capital).
- Lembre-se das isenções: venda de único imóvel até R$ 440 mil, ou se você usar o dinheiro para comprar outro imóvel residencial em até 180 dias.
Como o Imomó te ajuda na Declaração?
Muitas vezes, perdemos os comprovantes de quanto pagamos em um imóvel há 5 ou 10 anos. Ter acesso aos dados históricos de transação (ITBI) pode te ajudar a relembrar valores aproximados ou entender a valorização da região para fins de planejamento sucessório.
Além disso, disponibilizamos uma ferramenta gratuita para te orientar no preenchimento:
Dicas de Ouro para 2026
- Reformas: Guarde todas as notas fiscais. Pintura, reforma elétrica, hidráulica e amplas melhorias podem ser adicionadas ao valor do imóvel, reduzindo o imposto a pagar em uma venda futura.
- Financiamento: Como explicamos em nosso post anterior sobre juros, cada parcela paga aumenta o custo do bem.
- IPTU e Matrícula: Desde os últimos anos, a Receita exige o número do IPTU e o Registro no Cartório de Imóveis. Não deixe para procurar esses documentos na última hora.
Conclusão
A declaração correta é a melhor forma de evitar problemas futuros com a Receita. Se você tem dúvidas sobre o valor real de mercado para comparar com o seu custo de aquisição, nossa plataforma oferece relatórios detalhados por rua e edifício.
Isenção de Responsabilidade: Este conteúdo tem caráter meramente informativo e educativo, baseado nas normas da Receita Federal do Brasil vigentes em março de 2026. Este guia não constitui assessoria jurídica, contábil ou tributária. As leis fiscais estão sujeitas a alterações e interpretações variadas. Antes de tomar qualquer decisão financeira ou submeter sua declaração, consulte um contador qualificado ou advogado tributarista para analisar seu caso específico. O Imomó não se responsabiliza por decisões tomadas com base nas informações aqui apresentadas.